Sobre mim

#23

Não tomei nenhuma decisão para este ano, antes pedi que fosse um ano de harmonia, tranquilidade e paz interior. Mas também sei que para isso preciso fazer acontecer. Nunca fui pessoa de esperar que as coisas apareçam, o único jeito é ir e arriscar. Foi por isso que dei por mim em livrarias à procura de livros de mandalas, para pintar. As mandalas são símbolos de paz interior e esta actividade mindfulness é exactamente aquilo que preciso para me concentrar em mim mesma, na minha procura – sempre contínua – da minha voz interior, do meu eu pequenino mas tão imenso em sonhos e vontades.

Este livro é perfeito por ter uma capa dura de cartão, o que significa que é muito prático pintar com ele na mão. Ficou por pouco mais de 5€ e tem umas cem mandalas à espera de serem pintadas. As folhas podem ser retiradas e guardadas à parte. Numa ida ao Jumbo, foi lá que o encontrei. Trouxe mais dois livros semelhantes da Fnac, mas este tem sido o preferido.

Todas as noites, se nada me agrada na televisão, desligo-a, tiro o som do telemóvel e digo ao homem para jogar os jogos dele de futebol no PC em silêncio 😂 E durante um bocado fico ali solta nas cores e na mente. Sem pensar em nada, simplesmente a esvaziar os pensamentos e a apreciar o momento de relaxamento do corpo, da cabeça e da alma. E é isso que me torna mais consciente de mim mesma e desta procura pela paz que me cerca.

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Desabafos, Sobre mim

#22

Cresci com a instrução de que temos que respeitar a hierarquia no trabalho. Sempre vi os meus pais como profissionais que respeitam os patrões, mesmo que depois se queixem da falta de brio dos mesmos. No entanto, a diferença entre eu e os meus pais é que eles são duas pessoas que nunca deixaram de dizer aquilo que pensam, nunca deixaram de impôr os limites aos patrões e colegas, nunca se oprimiram. E eu queria ser assim. Não sei a quem saio – a eles não é de certeza – mas irrita-me este meu jeito de ser, de ficar calada quando algo está mal, de ser demasiado boazinha, educada e ajudar mesmo quando não devia.

Ah, quero tanto mudar isto! Quero ser má – não em maldade, mas má num sentido figurativo. Quero que me respeitem, que não julguem que eu não tenho voz naquilo que faço. Quero deixar de me preocupar com aquilo que os colegas possam pensar se falar mais alto ou dizer um não.

Em vez disso opto por não responder, ignoro e ponho para trás das costas. Não deixo que aquela pessoa ou aquela situação me afecte. É certo que é uma maneira diferente de lidar com as coisas, mas até que ponto é melhor que a maneira de ser dos meus pais? Talvez a principal diferença seja que pessoas como eles deixam bem claro que a eles ninguém lhes pisa. Já eu, fico fodida por dentro, mas assim que saio daquele ambiente o assunto ficou para trás. No entanto, sinto que devia deixar bem claro que a mim também têm que me respeitar, sempre!

A vida é uma constante aprendizagem, mas às vezes podia facilitar um bocadinho.

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Mel

6 meses de Mel cá em casa

Não se deixem enganar por este ar meloso. Longe disso, esta menina é uma peça, raça da gata 😰 Só para terem noção, esta foto foi tirada no dia em que cheguei a casa com uns ténis novos dentro do saco e a sacana foi afinfar-lhes as unhas!! Ia-me dando uma coisinha má 😱😱😱 Ralhei com a bicha, mas era eu a falar e ela a olhar para mim com este ar de coitadinha que eu desisti e tirei uma foto 😂

O Senhor me dê muita paciência para lidar com esta filha que me saiu na rifa. Ainda não a castrámos, portanto imaginem o forrobodó que não é aqui em casa quando ela está com o cio. Já vamos na segunda ronda e isto só piora 😥 É um miar que não se aguenta, é um roça roça no chão, nas paredes, nos móveis… Jasus, a gata parece louca, anda uma oferecida 😂

À parte ser uma destruidora, de brincar com aquilo que não deve e de miar desalmadamente para lhe darmos fiambre, cá por casa adoramos esta miúda 😻

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