Desabafos, Sobre mim

#26

Eu e o homem, no meio das nossas diferenças de educação e de pensar, sempre nos conseguimos entender. É um trabalho de equipa, contínuo e permanente, mesmo que nem sempre estejamos de acordo. Uma dessas diferenças prende-se com o facto de eu andar à procura de um trabalho diferente daquele onde estou.

A verdade é que não estou satisfeita: não gosto do ambiente de trabalho, não me identifico com a forma de ser daquelas pessoas, não suporto duas colegas que lá estão… São motivos mais que suficientes para querer mudar, sobretudo porque aquilo que faço é muito desgastante fisicamente e nem é a minha área profissional. 

Mas o homem foi educado para trabalhar e pronto, tal como todas as pessoas com quem me cruzo nesta terra. Podem não gostar do trabalho ou dos patrões ou dos colegas, mas se o patrão paga a horas e se têm trabalho…então isso é suficiente e chega-lhes. Não há ambições, não há vontade de ser melhor, não há a felicidade.

Para mim, estar de bem com a vida também implica gostar do que faço profissionalmente. Até posso ganhar pouco, mas saber que gosto do ambiente de trabalho e saber que aquilo que faço me deixa realizada é meio caminho andado para querer dar mais de mim, evoluir e ser ainda melhor. Mas às vezes ele consegue ser um desmancha-prazeres, quando diz que é preciso pensar bem nas mudanças que fazemos e nos passos que damos. Quase como que a dizer para ficar onde estou só porque chego ao fim do mês e tenho um ordenado.

Onde está a realização pessoal? Onde estão os sonhos e projetos de vida? Caramba, que a mim ninguém me impeça nunca de tentar, de desejar, de querer fazer acontecer. E embora eu saiba que ele não faz por mal e que só quer que ambos trabalhemos para termos as nossas coisas em comum, não posso deixar de ir em busca daquilo que sei ser o melhor para mim.

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Amizades, Desabafos, Sobre mim

#25

Não é fácil fazer amizades quando somos adultos. Aquelas amizades verdadeiras, simples. Sem interesses, desconfianças, sem o diz que disse. Em crianças e até na adolescência, mesmo com as discussões parvas sobre roupa ou rapazes, ainda perdura uma certa inocência que perdemos com as pedras que a vida nos coloca no caminho.

Desde que saí de Lisboa e vim morar para esta terra – que no fundo é uma aldeia – que descobri o quão mesquinhas e ignorantes as pessoas conseguem ser. Tudo fruto de uma educação antiquada e baseada nas aparências. Estou desejosa de sair daqui e ir viver para uma cidade. Eu e o homem, que apesar de ter nascido e ter sido criado nesta terra, já percebeu que a vida tem mais para lhe oferecer. Por isso faço figas – e poupo dinheiro 😁 – para que no próximo ano já tenhamos a nossa casa, num sítio completamente diferente deste.

No entanto, coisas boas têm surgido e amizades novas e renovadoras têm sido feitas. É muito gratificante sentir que encontrei alguém com quem me identifico, em quem posso confiar e que, aos poucos, se vai tornando uma amiga do coração. São raras, mas existem.

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Desabafos

#24

Preciso que as coisas aconteçam. Para isso faço planos, elaboro etapas do que necessito para atingir determinado objectivo. Gosto de sonhar e sonho muito. Sonho e voo alto, mesmo que caia. Mas qualquer coisa é melhor do que a inércia. 

É muito triste, dói cá dentro, quando tenho pessoas do lado que não se permitem. Não se permitem ser felizes (ou então o conceito de felicidade é-lhes muito pequenino), não se permitem evoluir e crescer, não se permitem aventurar e serem mais, não provam o sabor da vida. Mas mais triste ainda é ter do lado quem me parte os sonhos.

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