Vida a dois

#32

Ele é muito bom a discutir mas péssimo a fazer as pazes! Sempre que nos aborrecemos com alguma coisa, o homem consegue ficar horas sem falar comigo…horas!! Numa fase inicial da nossa relação, aquilo mexia-me com o sistema nervoso, não conseguia perceber se era um feitio lixado ou excesso de mimo fruto da educação da mãezinha. Hoje percebo que é uma mistura de ambos e quando ele amua eu já não fico com vontade de lhe dar um abanão e mandá-lo fazer-se à vida!

Foram muitas as mudanças que ele precisou fazer para chegarmos ao entendimento que temos actualmente – e eu também, confesso. Antes, ficava impaciente com o silêncio dele, procurava à força que ele falasse para resolvermos os nossos conflitos. Era sempre eu que me chegava à frente e ele sabia disso. Com o tempo – e depois de longas conversas – aprendi a ser paciente e a esperar que ele pense nos problemas e, eventualmente, apresente soluções para os resolvermos. É um processo contínuo que vai dando frutos: as horas de silêncio transformaram-se em meia horinha, no máximo 😁😁😁 E eu já consigo relaxar durante esse tempo e aguardar que ele venha ao meu encontro. Ou então simplesmente olhamos um para o outro e desatamos a rir, o que ajuda logo a descomprir.

Não temos uma relação perfeita, não vamos para o Facebook ou para o Instagram fazer longas e exageradas declarações de amor – coisa que me enjoa um bocadinho e me soa a alguma falsidade para inglês ver por parte dessas pessoas. Mas no meio das nossas imperfeições, somos felizes e apaixonados um pelo outro. E isso é muito.

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Desabafos, Sobre mim

#31

Ontem festejei os 34 e isso fez-me chegar à noite em modo de reflexão. Foi um dia feliz, a passear com o meu homem e com um casal amigo. Visitei lugares que não conhecia, actualizei a minha cultura geral e voltei a andar de elétrico – desde criança que não o fazia. Ofereci-me uma pulseira com uma mandala, estreei roupa nova e tive direito a um bolinho de aniversário. Foram poucas, mas as minhas pessoas deram-me os parabéns e isso chega. Recebi alguns presentes e, este ano, gostei de todos. Senti a falta de algumas pessoas – filha da puta da distância – mas tentei que isso não afectasse o meu dia. Tomei algumas decisões e ainda estou a tentar aceitar que há coisas que, simplesmente, não posso mudar. Tenho que me adaptar. Foi um dia feliz e para o ano há mais – porque eu ainda tenho muito para viver e fazer por mim.

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Amizades, Sobre mim

#30

Ontem fiz uma limpeza no meu Facebook e, pelo menos, umas 50 pessoas foram à vida. Umas porque são pessoas que só conheço de vista, outras porque não vejo há anos e sei que não voltarei a ver, outras porque eram amigos de amigos e ainda há aquelas com quem já não me identificava minimamente e não fazia sentido tê-las ali.

Quantos mais degraus subo na minha Caminhada, mais entendo que para ser feliz e realizada só necessito dos bons do meu lado. Daquelas pessoas em quem confio, com quem partilho e sou sempre eu mesma. Não preciso que sejam muitos – até porque nunca gostei de multidões – mas sempre que sou eu por inteiro, sei que essa pessoa pode permanecer na minha vida.

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