Desabafos

#36

Estou urgentemente a precisar de férias, mas ainda me restam mais duas semanas de trabalho intenso pela frente. Fisicamente as minhas costas já não aguentam tantas horas em pé e isso significa ter que marcar – agora só segunda-feira – uma consulta de fisioterapia, perceber o que se passa e o porquê destas dores. Tenho tentado aliviar com massagens localizadas, mas as contraturas só vão desaparecer quando estiver sem fazer esforços físicos e movimentos repetidos. Sessões de banhos quentes, botijas de água aquecidas e Voltaren têm sido recorrentes esta semana. Sinto-me uma daquelas velhotas cheias de dores e marrecas, portanto vai ser bonito quando lá chegar 😂

Mas duas semanas passam num instante e os fins-de-semana ajudam a descomprimir, até porque estas dores não me impedem de fazer a minha vida normalmente. Agora os treinos no ginásio estão a ser substituídos por hidroginástica e natação e acredito que a fisioterapia me vá ajudar – é torcer para conseguir uma primeira consulta nos próximos dias.

Felizmente nada disto me impede de sonhar com as férias este ano: uma semana em Lisboa a matar saudades dos meus e a fazer praia e uma semana em Sevilha num hotel fantástico, a passear e a namorar muito. Também mereço, portanto haja saudinha para chegar lá em bom estado 🙏 😂

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Sobre o blog

#35

Este blog tornou-se uma espécie de diário pessoal. Ainda tentei introduzir outros tópicos, escrever sobre temas diferentes, mas chego à conclusão de que este não é o espaço adequado. E isso não tem mal nenhum, ainda que por vezes fique reticente em escrever aqui determinados pensamentos – mesmo as pessoas que me lêem não me conhecendo pessoalmente. Mas é em textos como o anterior, em que me apercebo que andam por aí pessoas que também passam ou passaram por situações semelhantes às minhas, que sinto que escrever desta forma tão intimista me alivia e me traz a sensação de que não estou só nas minhas batalhas.

Se também podia falar com as minhas pessoas ao invés de escrever num blog? Claro que sim e, geralmente, faço-o. Mas – e porque há sempre um mas – quando falamos tão abertamente corremos o risco de julgamentos, preconceitos, más interpretações e juízos de valor. E é por isso que, para mim, faz todo o sentido manter este espaço só meu – ainda que seja lido por terceiros. Porque lá fora, onde tudo acontece, é mais seguro colocarmos uma certa dose de camuflagem e omitirmos alguns passos que damos. Não se trata de cinismo ou hipocrisia, mas de protegermos a nossa sanidade mental e de cuidarmos daquilo que é efectivamente nosso: a vida.

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