Desabafos

#41

Ultimamente tenho pensado muito que não paro para apreciar os bons momentos do meu dia-a-dia. Acho até que não sei bem como fazê-lo. Quando estou a trabalhar quero que a hora de ir embora chegue rápido. Quando estou em casa há demasiadas tarefas a fazer e só relaxo quando me sento no sofá a ver tv. Quando estou no ginásio perco tempo a pensar no que vou fazer quando sair dali.

Não me é difícil descontrair, muito pelo contrário, são muitas as formas que encontro para relaxar e descomprimir, alhear-me completamente do que me rodeia. Tenho até a facilidade de não ser nada dependente do telemóvel, tanto que em casa está sempre no silêncio e só olho para ele quando quero ver as horas.

Mas acho que ainda não aprendi a usufruir, a agradecer a vida. Ainda me falta viver na simplicidade, na paz do que me rodeia, na luz do que é verdadeiro e puro. É uma caminhada, eu sei. É um desafio, sobretudo porque não vivo sozinha comigo mesma e as influências de quem convive comigo estão presentes a todo o instante.

Mas é uma boa meta para o próximo ano: honrar o amor e a luz, a verdade e a compaixão. Reconhecer no próximo a alma que habita em mim. ❤

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