Lisboa, Sobre mim

#43

Já está na altura de escrever um pouco sobre o regresso à minha Lisboa. Já tinha saudades desta vida agitada, do trânsito, dos barulhos, do movimento, das pessoas, da mentalidade aberta que aqui se vive.

Alugámos um apartamento que precisou de ser pintado e mais uma semana e já lá estamos a morar. Nada contra a minha mãe nos estar a aturar, mas nós é que já estamos fartos de a aturar a ela 😂

Ele está a tirar um curso que termina entretanto, para poder começar logo a trabalhar nessa área nova. Quis mudar e eu encorajei, já estava na hora de ele deixar os receios de parte e arriscar, ser mais corajoso e aventureiro. E eu fiz o mesmo.

Deixei as Letras de parte e virei-me para a Estética. Uma mudança enorme, eu sei 😂 Já tinha o curso de Esteticista completo, por isso procurei um espaço para trabalhar. É uma área bonita, diversificada e que muito me agrada, mas é preciso batalhar muito, saber vender os meus serviços, ser amiga, ouvinte e conselheira das clientes. Aborrece-me esta fase de ter pouca experiência e poucas clientes. Também não estou muito perto de casa, o que significa que tenho que procurar outro espaço mais perto e que compense mais. Não é a perfeição que eu quero, mas a seu tempo sei que este período chato vai valer a pena ❤

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Lisboa, Sobre mim, Vida a dois

#40

Há muito tempo que não escrevia. Não por falta de oportunidade e também não foi por não ter o que contar. Acho que, simplesmente, me deu uma certa preguiça de pensar, de passar para as palavras as mudanças de humor, as diferenças de opiniões, os obstáculos, as incertezas. Mas agora que tudo está límpido e preciso, agora que estou ainda mais confiante das certezas das minhas decisões, agora sim, sinto-me segura de mim mesma.

Talvez o acontecimento mais marcante destes meses tenha sido a decisão de irmos viver para Lisboa depois do Natal. E é um alívio tão grande este que sinto, o voltar para a minha cidade, para o movimento, o estar novamente rodeada das minhas pessoas. Não foi fácil sentir que tinha que fazer o homem tomar uma decisão, mas seria impossível continuar uma vida a dois neste lugar tão pequenino, tão desprovido de oportunidades de vida. Detesto viver numa aldeia, não gosto de aqui estar e estou desejosa que chegue o fim do ano. Já não tenho estofo para aguentar as pessoas com quem trabalho – aquelas mentalidades tão pequeninas, a maneira de ser tão mesquinha, o diz que disse sobre a vida alheia…não sei onde vou buscar tanta resiliência para não mandar aquela gente à merda! Depois lembro-me que a maioria são pessoas que nunca saíram daqui, que julgam que Lisboa é o estrangeiro.

E talvez tenha sido esta a mudança de vida que mais impacto causou em mim: não foi ter vivido a mais de 7000 km de Portugal, não foi ter saído de casa da minha mãe assim que terminei a licenciatura, não foi ter mudado de residência várias vezes, não foi ter tomado a decisão de mudar de profissão… Nada disso se compara a estes dois anos em que me senti uma estranha no meu próprio país. Em que percebi que ainda temos mentalidades tão pequeninas num país que, por si só, já é pequenino. Não sei se é das pessoas do Norte, não sei se é das aldeias, não sei se fui eu que tive a pouca sorte de me calhar esta terra na rifa. Mas nada se compara à minha Lisboa, às praias ali tão perto, aos acessos fáceis e rápidos, à meteorologia, às ofertas de trabalho, à qualidade de vida e até à dinâmica das pessoas. Aspectos que só agora me apercebi da falta que me fizeram e da sorte que eu tenho de ter crescido naquele meio.

Resta-me aguardar que o 26 de Dezembro chegue para nos mudarmos. A casa alugada precisa de ser pintada e mobilada ao nosso gosto, o homem precisa de iniciar o curso para começar a trabalhar na vaga que vai preencher e eu preciso de começar a procurar um emprego a fazer aquilo que eu gosto. Para já tenho praticado para não perder a destreza e me ir recordando das técnicas. Ainda vou ter muito para escrever sobre esta mudança profissional, mas a seu tempo que é para não deixar este cantinho ao abandono 😅

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Família, Lisboa

#5

Já esperava por este fim-de-semana há algum tempo. Fomos a Lisboa e eu matei as saudades dos meus 😀 O homem trabalhou de sexta para sábado, por isso às 10h da manhã lá estava eu à espera dele para seguirmos viagem. Apesar de gostar muito da zona onde vivo, até entrarmos na A1 ainda são uns 50km. Ninguém merece!! Temos de ir até ao Porto, pagar portagem e só depois é que apanhamos a A1. Irrita-me porque estava habituada a viver numa zona central em Lisboa e era uma rapidinha para chegar onde queria.

Adiante… Quem levou o carro para baixo fui eu e com a ansiedade o pé ia pesado 😁 Mas ainda deu para estarmos às quatro da tarde no Largo do Carmo, sentar numa esplanada e estar com um grupo de amigos. Verdade seja dita, a intenção era provarmos um gelado na Magnum Store, mas a fila já ia longa rua abaixo e desistimos.

Ontem a afilhada fez anos e lá lhe dei o tablet. De repente sou “a prima mais linda e maravilhosa, a melhor do mundo”. 🙂 Resultado: passou o almoço a mandar toda a gente despachar-se porque queria ir jogar no tablet. Agora o meu tio que a ature 😂

Com esta viagem relâmpago cheguei à conclusão que tenho de programar as idas a Lisboa com alguma antecedência para aproveitar as promoções da TAP. Gasóleo e portagens fica tudo demasiado caro e torna-se muito cansativo ir de carro. Como agora só lá vamos no natal, já comprámos hoje os bilhetes de avião por pouco mais de 50€ para os dois. A viagem só dura 1h e eu aproveito para ver se o homem perde o medo 😁

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