Desabafos, Sobre mim

#44

Tenho que acreditar mais em mim, nas minhas capacidades. Porque eu sou capaz, eu consigo, eu vou longe naquilo que me tenho destinado.

Isso não significa só estar no lugar certo, com as pessoas certas. Também parte de mim e da minha postura, da confiança que deposito em mim e transmito aos outros.

É um conjunto de factores que está na altura de começar a trabalhar, tenho que me obrigar a mudar se quero ir além.

Anúncios
Padrão
Lisboa, Sobre mim

#43

Já está na altura de escrever um pouco sobre o regresso à minha Lisboa. Já tinha saudades desta vida agitada, do trânsito, dos barulhos, do movimento, das pessoas, da mentalidade aberta que aqui se vive.

Alugámos um apartamento que precisou de ser pintado e mais uma semana e já lá estamos a morar. Nada contra a minha mãe nos estar a aturar, mas nós é que já estamos fartos de a aturar a ela 😂

Ele está a tirar um curso que termina entretanto, para poder começar logo a trabalhar nessa área nova. Quis mudar e eu encorajei, já estava na hora de ele deixar os receios de parte e arriscar, ser mais corajoso e aventureiro. E eu fiz o mesmo.

Deixei as Letras de parte e virei-me para a Estética. Uma mudança enorme, eu sei 😂 Já tinha o curso de Esteticista completo, por isso procurei um espaço para trabalhar. É uma área bonita, diversificada e que muito me agrada, mas é preciso batalhar muito, saber vender os meus serviços, ser amiga, ouvinte e conselheira das clientes. Aborrece-me esta fase de ter pouca experiência e poucas clientes. Também não estou muito perto de casa, o que significa que tenho que procurar outro espaço mais perto e que compense mais. Não é a perfeição que eu quero, mas a seu tempo sei que este período chato vai valer a pena ❤

Padrão
Lisboa, Sobre mim, Vida a dois

#40

Há muito tempo que não escrevia. Não por falta de oportunidade e também não foi por não ter o que contar. Acho que, simplesmente, me deu uma certa preguiça de pensar, de passar para as palavras as mudanças de humor, as diferenças de opiniões, os obstáculos, as incertezas. Mas agora que tudo está límpido e preciso, agora que estou ainda mais confiante das certezas das minhas decisões, agora sim, sinto-me segura de mim mesma.

Talvez o acontecimento mais marcante destes meses tenha sido a decisão de irmos viver para Lisboa depois do Natal. E é um alívio tão grande este que sinto, o voltar para a minha cidade, para o movimento, o estar novamente rodeada das minhas pessoas. Não foi fácil sentir que tinha que fazer o homem tomar uma decisão, mas seria impossível continuar uma vida a dois neste lugar tão pequenino, tão desprovido de oportunidades de vida. Detesto viver numa aldeia, não gosto de aqui estar e estou desejosa que chegue o fim do ano. Já não tenho estofo para aguentar as pessoas com quem trabalho – aquelas mentalidades tão pequeninas, a maneira de ser tão mesquinha, o diz que disse sobre a vida alheia…não sei onde vou buscar tanta resiliência para não mandar aquela gente à merda! Depois lembro-me que a maioria são pessoas que nunca saíram daqui, que julgam que Lisboa é o estrangeiro.

E talvez tenha sido esta a mudança de vida que mais impacto causou em mim: não foi ter vivido a mais de 7000 km de Portugal, não foi ter saído de casa da minha mãe assim que terminei a licenciatura, não foi ter mudado de residência várias vezes, não foi ter tomado a decisão de mudar de profissão… Nada disso se compara a estes dois anos em que me senti uma estranha no meu próprio país. Em que percebi que ainda temos mentalidades tão pequeninas num país que, por si só, já é pequenino. Não sei se é das pessoas do Norte, não sei se é das aldeias, não sei se fui eu que tive a pouca sorte de me calhar esta terra na rifa. Mas nada se compara à minha Lisboa, às praias ali tão perto, aos acessos fáceis e rápidos, à meteorologia, às ofertas de trabalho, à qualidade de vida e até à dinâmica das pessoas. Aspectos que só agora me apercebi da falta que me fizeram e da sorte que eu tenho de ter crescido naquele meio.

Resta-me aguardar que o 26 de Dezembro chegue para nos mudarmos. A casa alugada precisa de ser pintada e mobilada ao nosso gosto, o homem precisa de iniciar o curso para começar a trabalhar na vaga que vai preencher e eu preciso de começar a procurar um emprego a fazer aquilo que eu gosto. Para já tenho praticado para não perder a destreza e me ir recordando das técnicas. Ainda vou ter muito para escrever sobre esta mudança profissional, mas a seu tempo que é para não deixar este cantinho ao abandono 😅

Padrão
Desabafos, Sobre mim

#31

Ontem festejei os 34 e isso fez-me chegar à noite em modo de reflexão. Foi um dia feliz, a passear com o meu homem e com um casal amigo. Visitei lugares que não conhecia, actualizei a minha cultura geral e voltei a andar de elétrico – desde criança que não o fazia. Ofereci-me uma pulseira com uma mandala, estreei roupa nova e tive direito a um bolinho de aniversário. Foram poucas, mas as minhas pessoas deram-me os parabéns e isso chega. Recebi alguns presentes e, este ano, gostei de todos. Senti a falta de algumas pessoas – filha da puta da distância – mas tentei que isso não afectasse o meu dia. Tomei algumas decisões e ainda estou a tentar aceitar que há coisas que, simplesmente, não posso mudar. Tenho que me adaptar. Foi um dia feliz e para o ano há mais – porque eu ainda tenho muito para viver e fazer por mim.

Padrão
Amizades, Sobre mim

#30

Ontem fiz uma limpeza no meu Facebook e, pelo menos, umas 50 pessoas foram à vida. Umas porque são pessoas que só conheço de vista, outras porque não vejo há anos e sei que não voltarei a ver, outras porque eram amigos de amigos e ainda há aquelas com quem já não me identificava minimamente e não fazia sentido tê-las ali.

Quantos mais degraus subo na minha Caminhada, mais entendo que para ser feliz e realizada só necessito dos bons do meu lado. Daquelas pessoas em quem confio, com quem partilho e sou sempre eu mesma. Não preciso que sejam muitos – até porque nunca gostei de multidões – mas sempre que sou eu por inteiro, sei que essa pessoa pode permanecer na minha vida.

Padrão
Sobre mim

#29

Dia 13 de Maio faço anos. 34 e estão quase a chegar. Sempre gostei de fazer anos, sempre gostei de celebrar mais um ano de vida e desejo, sinceramente, que isso nunca mude. Não me assusta ficar mais velha, muito pelo contrário, significa que estou um passo mais perto de alcançar os meus objectivos de vida.

Recordo-me que em criança queria ser adulta, queria a liberdade de poder ser eu mesma, de ir onde tivesse vontade, de poder fazer as minhas próprias escolhas. Fui educada com demasiadas regras por parte do meu pai. Ele achava que isso era impôr o respeito, mas só me fazia ter medo dele e das reacções dele. Não foi um bom pai, eu dizia que ele era mau, crescia a querer sair da beira dele, a querer ser adulta para lhe dizer tudo o que pensava dele e mostrar-lhe que já não tinha mais medo.

Quando os meus pais se divorciaram, tinha eu 20 anos, foi um alívio. E eu deixei de ter medo e deixei de me preocupar. Ganhei a minha voz. E continuei a crescer, mas agora mais forte e decidida, focada nos meus projectos e sem perder a capacidade de sonhar.

Durante muitos anos sempre disse que não queria ter filhos porque não queria que passassem pelo que eu passei. Não queria que tivessem as minhas inseguranças, as minhas dores. Mas hoje sei que posso perfeitamente educar uma criança e fazer dela uma pessoa feliz e preenchida. Sei que posso dar amor, muito amor, carinho, atenção. E muito mimo do bom, aquele mimo que não estraga.

É por tudo isto e mais ainda que gosto de fazer anos. Ficar mais velha significa ficar mais sábia, mais corajosa e ir um bocadinho mais longe. Também significa fazer por ser mais feliz. E isso ninguém me pode tirar.

Padrão