Desabafos, Sobre mim

#44

Tenho que acreditar mais em mim, nas minhas capacidades. Porque eu sou capaz, eu consigo, eu vou longe naquilo que me tenho destinado.

Isso não significa só estar no lugar certo, com as pessoas certas. Também parte de mim e da minha postura, da confiança que deposito em mim e transmito aos outros.

É um conjunto de factores que está na altura de começar a trabalhar, tenho que me obrigar a mudar se quero ir além.

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Desabafos

#41

Ultimamente tenho pensado muito que não paro para apreciar os bons momentos do meu dia-a-dia. Acho até que não sei bem como fazê-lo. Quando estou a trabalhar quero que a hora de ir embora chegue rápido. Quando estou em casa há demasiadas tarefas a fazer e só relaxo quando me sento no sofá a ver tv. Quando estou no ginásio perco tempo a pensar no que vou fazer quando sair dali.

Não me é difícil descontrair, muito pelo contrário, são muitas as formas que encontro para relaxar e descomprimir, alhear-me completamente do que me rodeia. Tenho até a facilidade de não ser nada dependente do telemóvel, tanto que em casa está sempre no silêncio e só olho para ele quando quero ver as horas.

Mas acho que ainda não aprendi a usufruir, a agradecer a vida. Ainda me falta viver na simplicidade, na paz do que me rodeia, na luz do que é verdadeiro e puro. É uma caminhada, eu sei. É um desafio, sobretudo porque não vivo sozinha comigo mesma e as influências de quem convive comigo estão presentes a todo o instante.

Mas é uma boa meta para o próximo ano: honrar o amor e a luz, a verdade e a compaixão. Reconhecer no próximo a alma que habita em mim. ❤

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Lisboa, Sobre mim, Vida a dois

#40

Há muito tempo que não escrevia. Não por falta de oportunidade e também não foi por não ter o que contar. Acho que, simplesmente, me deu uma certa preguiça de pensar, de passar para as palavras as mudanças de humor, as diferenças de opiniões, os obstáculos, as incertezas. Mas agora que tudo está límpido e preciso, agora que estou ainda mais confiante das certezas das minhas decisões, agora sim, sinto-me segura de mim mesma.

Talvez o acontecimento mais marcante destes meses tenha sido a decisão de irmos viver para Lisboa depois do Natal. E é um alívio tão grande este que sinto, o voltar para a minha cidade, para o movimento, o estar novamente rodeada das minhas pessoas. Não foi fácil sentir que tinha que fazer o homem tomar uma decisão, mas seria impossível continuar uma vida a dois neste lugar tão pequenino, tão desprovido de oportunidades de vida. Detesto viver numa aldeia, não gosto de aqui estar e estou desejosa que chegue o fim do ano. Já não tenho estofo para aguentar as pessoas com quem trabalho – aquelas mentalidades tão pequeninas, a maneira de ser tão mesquinha, o diz que disse sobre a vida alheia…não sei onde vou buscar tanta resiliência para não mandar aquela gente à merda! Depois lembro-me que a maioria são pessoas que nunca saíram daqui, que julgam que Lisboa é o estrangeiro.

E talvez tenha sido esta a mudança de vida que mais impacto causou em mim: não foi ter vivido a mais de 7000 km de Portugal, não foi ter saído de casa da minha mãe assim que terminei a licenciatura, não foi ter mudado de residência várias vezes, não foi ter tomado a decisão de mudar de profissão… Nada disso se compara a estes dois anos em que me senti uma estranha no meu próprio país. Em que percebi que ainda temos mentalidades tão pequeninas num país que, por si só, já é pequenino. Não sei se é das pessoas do Norte, não sei se é das aldeias, não sei se fui eu que tive a pouca sorte de me calhar esta terra na rifa. Mas nada se compara à minha Lisboa, às praias ali tão perto, aos acessos fáceis e rápidos, à meteorologia, às ofertas de trabalho, à qualidade de vida e até à dinâmica das pessoas. Aspectos que só agora me apercebi da falta que me fizeram e da sorte que eu tenho de ter crescido naquele meio.

Resta-me aguardar que o 26 de Dezembro chegue para nos mudarmos. A casa alugada precisa de ser pintada e mobilada ao nosso gosto, o homem precisa de iniciar o curso para começar a trabalhar na vaga que vai preencher e eu preciso de começar a procurar um emprego a fazer aquilo que eu gosto. Para já tenho praticado para não perder a destreza e me ir recordando das técnicas. Ainda vou ter muito para escrever sobre esta mudança profissional, mas a seu tempo que é para não deixar este cantinho ao abandono 😅

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Amizades, Sobre mim

#30

Ontem fiz uma limpeza no meu Facebook e, pelo menos, umas 50 pessoas foram à vida. Umas porque são pessoas que só conheço de vista, outras porque não vejo há anos e sei que não voltarei a ver, outras porque eram amigos de amigos e ainda há aquelas com quem já não me identificava minimamente e não fazia sentido tê-las ali.

Quantos mais degraus subo na minha Caminhada, mais entendo que para ser feliz e realizada só necessito dos bons do meu lado. Daquelas pessoas em quem confio, com quem partilho e sou sempre eu mesma. Não preciso que sejam muitos – até porque nunca gostei de multidões – mas sempre que sou eu por inteiro, sei que essa pessoa pode permanecer na minha vida.

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Desabafos, Sobre mim

#26

Eu e o homem, no meio das nossas diferenças de educação e de pensar, sempre nos conseguimos entender. É um trabalho de equipa, contínuo e permanente, mesmo que nem sempre estejamos de acordo. Uma dessas diferenças prende-se com o facto de eu andar à procura de um trabalho diferente daquele onde estou.

A verdade é que não estou satisfeita: não gosto do ambiente de trabalho, não me identifico com a forma de ser daquelas pessoas, não suporto duas colegas que lá estão… São motivos mais que suficientes para querer mudar, sobretudo porque aquilo que faço é muito desgastante fisicamente e nem é a minha área profissional. 

Mas o homem foi educado para trabalhar e pronto, tal como todas as pessoas com quem me cruzo nesta terra. Podem não gostar do trabalho ou dos patrões ou dos colegas, mas se o patrão paga a horas e se têm trabalho…então isso é suficiente e chega-lhes. Não há ambições, não há vontade de ser melhor, não há a felicidade.

Para mim, estar de bem com a vida também implica gostar do que faço profissionalmente. Até posso ganhar pouco, mas saber que gosto do ambiente de trabalho e saber que aquilo que faço me deixa realizada é meio caminho andado para querer dar mais de mim, evoluir e ser ainda melhor. Mas às vezes ele consegue ser um desmancha-prazeres, quando diz que é preciso pensar bem nas mudanças que fazemos e nos passos que damos. Quase como que a dizer para ficar onde estou só porque chego ao fim do mês e tenho um ordenado.

Onde está a realização pessoal? Onde estão os sonhos e projetos de vida? Caramba, que a mim ninguém me impeça nunca de tentar, de desejar, de querer fazer acontecer. E embora eu saiba que ele não faz por mal e que só quer que ambos trabalhemos para termos as nossas coisas em comum, não posso deixar de ir em busca daquilo que sei ser o melhor para mim.

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Sobre mim

#23

Não tomei nenhuma decisão para este ano, antes pedi que fosse um ano de harmonia, tranquilidade e paz interior. Mas também sei que para isso preciso fazer acontecer. Nunca fui pessoa de esperar que as coisas apareçam, o único jeito é ir e arriscar. Foi por isso que dei por mim em livrarias à procura de livros de mandalas, para pintar. As mandalas são símbolos de paz interior e esta actividade mindfulness é exactamente aquilo que preciso para me concentrar em mim mesma, na minha procura – sempre contínua – da minha voz interior, do meu eu pequenino mas tão imenso em sonhos e vontades.

Este livro é perfeito por ter uma capa dura de cartão, o que significa que é muito prático pintar com ele na mão. Ficou por pouco mais de 5€ e tem umas cem mandalas à espera de serem pintadas. As folhas podem ser retiradas e guardadas à parte. Numa ida ao Jumbo, foi lá que o encontrei. Trouxe mais dois livros semelhantes da Fnac, mas este tem sido o preferido.

Todas as noites, se nada me agrada na televisão, desligo-a, tiro o som do telemóvel e digo ao homem para jogar os jogos dele de futebol no PC em silêncio 😂 E durante um bocado fico ali solta nas cores e na mente. Sem pensar em nada, simplesmente a esvaziar os pensamentos e a apreciar o momento de relaxamento do corpo, da cabeça e da alma. E é isso que me torna mais consciente de mim mesma e desta procura pela paz que me cerca.

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