Amizades, Sobre mim

#30

Ontem fiz uma limpeza no meu Facebook e, pelo menos, umas 50 pessoas foram à vida. Umas porque são pessoas que só conheço de vista, outras porque não vejo há anos e sei que não voltarei a ver, outras porque eram amigos de amigos e ainda há aquelas com quem já não me identificava minimamente e não fazia sentido tê-las ali.

Quantos mais degraus subo na minha Caminhada, mais entendo que para ser feliz e realizada só necessito dos bons do meu lado. Daquelas pessoas em quem confio, com quem partilho e sou sempre eu mesma. Não preciso que sejam muitos – até porque nunca gostei de multidões – mas sempre que sou eu por inteiro, sei que essa pessoa pode permanecer na minha vida.

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Desabafos, Sobre mim

#26

Eu e o homem, no meio das nossas diferenças de educação e de pensar, sempre nos conseguimos entender. É um trabalho de equipa, contínuo e permanente, mesmo que nem sempre estejamos de acordo. Uma dessas diferenças prende-se com o facto de eu andar à procura de um trabalho diferente daquele onde estou.

A verdade é que não estou satisfeita: não gosto do ambiente de trabalho, não me identifico com a forma de ser daquelas pessoas, não suporto duas colegas que lá estão… São motivos mais que suficientes para querer mudar, sobretudo porque aquilo que faço é muito desgastante fisicamente e nem é a minha área profissional. 

Mas o homem foi educado para trabalhar e pronto, tal como todas as pessoas com quem me cruzo nesta terra. Podem não gostar do trabalho ou dos patrões ou dos colegas, mas se o patrão paga a horas e se têm trabalho…então isso é suficiente e chega-lhes. Não há ambições, não há vontade de ser melhor, não há a felicidade.

Para mim, estar de bem com a vida também implica gostar do que faço profissionalmente. Até posso ganhar pouco, mas saber que gosto do ambiente de trabalho e saber que aquilo que faço me deixa realizada é meio caminho andado para querer dar mais de mim, evoluir e ser ainda melhor. Mas às vezes ele consegue ser um desmancha-prazeres, quando diz que é preciso pensar bem nas mudanças que fazemos e nos passos que damos. Quase como que a dizer para ficar onde estou só porque chego ao fim do mês e tenho um ordenado.

Onde está a realização pessoal? Onde estão os sonhos e projetos de vida? Caramba, que a mim ninguém me impeça nunca de tentar, de desejar, de querer fazer acontecer. E embora eu saiba que ele não faz por mal e que só quer que ambos trabalhemos para termos as nossas coisas em comum, não posso deixar de ir em busca daquilo que sei ser o melhor para mim.

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Desabafos, Sobre mim

#22

Cresci com a instrução de que temos que respeitar a hierarquia no trabalho. Sempre vi os meus pais como profissionais que respeitam os patrões, mesmo que depois se queixem da falta de brio dos mesmos. No entanto, a diferença entre eu e os meus pais é que eles são duas pessoas que nunca deixaram de dizer aquilo que pensam, nunca deixaram de impôr os limites aos patrões e colegas, nunca se oprimiram. E eu queria ser assim. Não sei a quem saio – a eles não é de certeza – mas irrita-me este meu jeito de ser, de ficar calada quando algo está mal, de ser demasiado boazinha, educada e ajudar mesmo quando não devia.

Ah, quero tanto mudar isto! Quero ser má – não em maldade, mas má num sentido figurativo. Quero que me respeitem, que não julguem que eu não tenho voz naquilo que faço. Quero deixar de me preocupar com aquilo que os colegas possam pensar se falar mais alto ou dizer um não.

Em vez disso opto por não responder, ignoro e ponho para trás das costas. Não deixo que aquela pessoa ou aquela situação me afecte. É certo que é uma maneira diferente de lidar com as coisas, mas até que ponto é melhor que a maneira de ser dos meus pais? Talvez a principal diferença seja que pessoas como eles deixam bem claro que a eles ninguém lhes pisa. Já eu, fico fodida por dentro, mas assim que saio daquele ambiente o assunto ficou para trás. No entanto, sinto que devia deixar bem claro que a mim também têm que me respeitar, sempre!

A vida é uma constante aprendizagem, mas às vezes podia facilitar um bocadinho.

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Desabafos

#20

Ainda bem que eu não ganho dinheiro com este blogue nem dependo dele para isso, senão estava na miséria com as minhas ausências 😂😂😂

Esta semana percebi o que realmente significa resiliência. Foram tantas merdinhas pequenas a acontecer que não sei como não me passei da marmita 😭

Não sei se é da idade, da maturidade ou, simplesmente, se estou num processo de mudança inconsciente. Sei sim que me sinto mais calma e tranquila, mesmo perante alguns obstáculos que estragam os dias. Estou forte, decidida e não me deixo ir abaixo. Por vezes os abalos são inevitáveis, mas não posso deixar que isso defina a maneira como me sinto ou como quero viver a vida.

Comecei o ano com a alteração da minha morada, de Lisboa para esta terrinha. Tratar do cartão do cidadão foi rápido, a inscrição no centro de saúde foi na hora e só falta avisar o banco e tratar do livrete do carro – aqui sim, vou ter que pagar e bem 😢 Agora é aguardar pela consulta na nova médica e pedir para fazer os exames necessários para termos o OK de fazermos bebés 😂 Não é para já que queremos engravidar, primeiro há que gozar bem estas férias de verão, mas depois disso já não há desculpa.

Talvez esta nossa decisão nos esteja a preparar aos dois para essa mudança que há-de vir. Noto diferenças de comportamento entre ambos, sobretudo a paciência e a ausência de irritações por disparates do dia-a-dia. Pequenas coisas que o cansaço dos trabalhos e a rotina semanal nos faziam disparatar um com o outro, são agora ignoradas em prol de uma relação mais cúmplice e segura de si.

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Desabafos, Vida a dois

#7

Esta semana temos tomado algumas decisões importantes. Nada acontece por acaso e os acontecimentos proporcionam-se para que seja necessário agir, tomar atitudes. A inércia sempre foi algo que me enervou e ele tem tendência para deixar as coisas andarem. Depois isso faz com que nos aborreçamos sem necessidade – na minha opinião. Porque eu sou uma pessoa que gosta de resolver os problemas na hora e ele prefere evitá-los.

Nada se resolve sozinho e o tempo nem sempre faz com que as coisas aconteçam. É preciso sermos nós a fazermos a nossa parte mas, sobretudo, é preciso estarmos atentos às pessoas que nos rodeiam, sermos uma equipa e só partilharmos os acontecimentos quando necessário. Ninguém tem de saber tudo da nossa vida, ainda mais num meio pequeno como aquele onde moramos.

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Família

#3

Para a semana a minha afilhada faz 8 anos e lá vou eu a Lisboa matar as saudades da família. Mas se a miúda já tem 8 anos isso também significa que já não liga a certos brinquedos. Agora o que ela gosta que aqui a prima lhe ofereça é vernizes – porque adora pintar as unhas – batons (só lhe dou daqueles de cieiro com sabores), pulseiras e malas para quando vai passear. É uma vaidosa ☺

Como o meu tio é pai solteiro, eu e a minha mãe acabamos por ser as figuras maternas de referência na vida dela. Por isso quando a minha mãe me disse que ela devia ter um tablet como prenda de aniversário eu andei algum tempo a pensar bem no assunto.

Na verdade já o meu tio me tinha falado nisto o ano passado mas continuava a achar que ela era demasiado nova para ter um tablet. E ainda acho! Mas a verdade é que as amigas do ATL já têm, as colegas de escola também, as vizinhas com quem brinca, as primas pequenas… Parece que toda a criança que a rodeia tem tablet e isso acaba por a influenciar para as tecnologias. Consola-me, no entanto, saber que como o meu tio não tem um telemóvel com jogos ou internet, ela ainda é daquelas crianças que come à mesa sem precisar de distrações, que conversa com os adultos, que questiona e se interessa. É essa curiosidade pelo que a rodeia que eu gosto nela e quero que ela preserve.

Mas acabei por lhe comprar um tablet. Dos mais simples e baratos (39,90€ na Staples), cor-de-rosa e branco. Já lhe instalei os jogos adequados à idade dela e alguns mais didácticos. Coloquei algumas músicas que ela gosta e, como o meu tio não tem internet em casa, não me preocupo que ela possa ver coisas que não deva porque sei que o tablet é só para usar em casa.

Bem sei que não podemos colocar as nossas crianças numa redoma e protegê-las de tudo o que a vida implica. Cabe-nos educá-las e prepará-las o melhor possível para todos os desafios que terão na sua caminhada. Mas também sei que há um tempo para tudo, que há o momento adequado para novas aprendizagens e conhecimentos – não quando nós, os adultos, queremos mas sim quando as circunstâncias o ditam. E como não podemos travar isso, o melhor a fazer é estar por perto e ser o apoio delas quando precisarem. Também nós precisamos acompanhar a evolução dos tempos e crescer junto das nossas crianças.

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